sábado, 9 de janeiro de 2021

WhatsApp: usuários aderem mensageiro rival após mudança de política

Por Clara Fabro, para o TechTudo

 


O número de downloads do Signalmensageiro "ultrasseguro" e rival do WhatsApp, cresceu consideravelmente nesta semana. A plataforma veio ao Twitter nesta quinta-feira (7) dizendo estar entusiasmada com o grande número de cadastros, e ciente de atrasos no envio de códigos de verificação do mensageiro, dado o grande número de contas criadas nos últimos dias.

A popularidade do Signal ficou em evidência após o CEO das companhias multimilionárias Tesla e SpaceX Elon Musk publicar para seus mais de 41,5 milhões de seguidores no Twitter a mensagem "Usem Signal". O tuíte de Musk foi postado logo depois do WhatsApp divulgar suas novas e controversas políticas de privacidade. A mudança nos termos de uso do app obriga que usuários aceitem o compartilhamento de suas informações com o Facebook, caso queiram continuar utilizando o mensageiro.

Número de downloads do app de mensagens Signal aumenta e pode ter relação com mudança de política do WhatsApp; saiba mais — Foto: Rubens Achilles/TechTudo

Número de downloads do app de mensagens Signal aumenta e pode ter relação com mudança de política do WhatsApp; saiba mais — Foto: Rubens Achilles/TechTudo

Quer comprar celular, TV e outros produtos com desconto? Conheça o Compare TechTudo

O bilionário Elon Musk publicou dois tuítes em sequência, nesta quarta-feira (6), em alusão às empresas do Facebook. O primeiro alfinetou a rede social, e o segundo, o mensageiro. Sem mencionar as companhias diretamente, Musk publicou um meme com peças de dominó que relacionavam a proposta inicial do Facebook de classificar mulheres em "gostosas ou não" na universidade aos acontecimentos recentes da invasão de extremistas ao Congresso dos Estados Unidos. Logo em seguida, Musk publicou "usem o Signal".

Como enfatiza o site americano The Verge, não está claro se o bilionário está ciente das mudanças de privacidade do WhatsApp, que passam a vigorar dia 8 do próximo mês. Dentre as novas políticas do mensageiro estão uma maior integração entre o Facebook e o WhatsApp, deixando claro a intenção do app de mensagens em compartilhar dados de usuários com empresas parceiras do Facebook.

Alguns dos dados que poderão ser compartilhados pelo mensageiro com a rede social são o endereço de IP do usuário, número pessoal de telefone, foto de perfil, informações como o "visto por último" dos status, atividades realizadas no WhatsApp — incluindo como o usuário interage com outras contas e empresas no mensageiro —, além de sua lista de contatos.

Não está claro se o número de usuários do Signal cresceu por conta do tuíte de Musk ou em resposta às novas políticas de privacidade adotadas pelo WhatsApp. Vale lembrar que tanto o Facebook quanto o WhatsApp se envolveram em atritos com a Apple recentemente, depois que a companhia da maçã divulgou melhorias em privacidade na atualização do iOS. Dentre as melhorias estão novas regras anti-rastreamento, além de exigências que determinam que apps na App Store deixem em evidência as permissões requeridas e quais dados dos usuários são coletados.

Em resposta enviada para o site americano The Verge, o WhatsApp diz que "continua profundamente comprometido em proteger a privacidade das pessoas" e que as novas políticas de privacidade do mensageiro não vão afetar "a forma como as pessoas se comunicam em particular com amigos ou familiares" no WhatsApp.

Como eu descubro qual app tem acesso à minha webcam? Tire dúvidas no Fórum do TechTudo.

Mais um rival do WhatsApp: 4 funções curiosas do Telegram
00:00/01:44

Mais um rival do WhatsApp: 4 funções curiosas do Telegram

48 estados processam Facebook por monopólio e controle da informação


48 estados processam Facebook por monopólio e controle da informação, e pedem desmembramento de Instagram e WhatsApp

Uma ampla frente na Justiça, contra o Facebook, foi formada por 48 estados americanos pedindo a quebra do monopólio das redes sociais e controle de informações.
A empresa, que hoje é um grupo que possui também o Whatsapp e Instagram, juntos, são as principais redes sociais usadas no mundo mas pertence à um único CEO, Mark Zuckerberg, que tem usado as empresas de forma editorial e autoritária, ditando e censurando informações, e controlando milhares de pessoas com técnicas de persuasão e controle social.

Nenhuma empresa deveria ter tanto poder, sem controle, sobre nossas informações pessoais e nossas interações sociais”, disse Letitia James, procuradora-geral de Nova York.

A ação pede o desmembramento do grupo, e acusa o Facebook de se valer de práticas anticompetitivas.
Após ‘se livrar’ do seu rival, o My Space, relatórios mostram que o Facebook passou a sufocar empreendedores do setor, atrapalhar processos de inovação no mercado, e comprar empresas que eram potenciais ameaças ao Facebook, como WhatsApp e Instagram, além de criar o “Story” para suas ferramentas com a intenção de falir o app “SnapChat” após o mesmo se negar a ser vendido para a marca.

O Facebook também está sob acusações de utilizar os dados dos usuários em um escândalo envolvendo a Cambrigde Analytica, em que relatórios apontam que o Facebook usou dados de usuários para influenciar os votos nas eleições americanas em 2016, impulsionando conteúdo favorável ao partido democrata nos dias de eleições.

APOIE NOSSO TRABALHO INDEPENDENTE NOS PAGANDO UM SIMPLES CAFÉ

 
 
 
 

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Guerra dos mundos