Presidente da Bolívia vai taxar grandes fortunas
Ministério da Economia prevê arrecadar 100 milhões de bolivianos; medida provoca fuga de capitais

O ex-presidente Evo Morales (esq) e o atual chefe do Executivo boliviano, Luis Arce (dir)
Foto: Divulgação/Instagram/Luis Arce
O presidente da Bolívia, Luís Arce, sancionou um imposto sobre as fortunas superiores a 30 milhões de bolivianos (moeda local), ou US$ 4,3 milhões. A medida atingirá 152 pessoas. “Para a redistribuição da riqueza na Bolívia, promulgamos a Lei n° 1357 de Imposto sobre as Grandes Fortunas, que será aplicado àqueles que possuem um patrimônio superior a 30 milhões de bolivianos. O benefício chegará a milhares de famílias bolivianas”, anunciou no Twitter o chefe do Executivo, na segunda-feira 28. Arce é aliado de Evo Morales, ex-presidente da Bolívia.
A nova legislação estabelece porcentagens graduais para o pagamento da alíquota: 1,4% para pessoas com riqueza de 30 milhões a 40 milhões de bolivianos; 1,9%, de 40 milhões a 50 milhões; e 2,4% para fortunas maiores. O imposto será anual, permanente e vai abranger os que vivem no país, incluindo estrangeiros. O ministro da Economia da Bolívia, Marcelo Montenegro, prevê que cerca de 100 milhões de bolivianos sejam arrecadados. Na Argentina, onde vigora norma semelhante, empresários ricos decidiram investir capital em outros países.
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