segunda-feira, 17 de agosto de 2020

Inferno na Globo: Bolsonaro em alta e Globo delatada

 

Inferno na Globo: Bolsonaro em alta e clã Marinho em delação

Canal vê seu principal crítico ganhar aprovação popular enquanto precisa desmentir denúncia de doleiro preso

16 AGO2020
13h23
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A sexta-feira (14) foi atípica nas reuniões de pauta do telejornalismo da Globo. Os editores discutiram duas notícias inimagináveis até então: o crescimento da popularidade de Jair Bolsonaro, apontado em pesquisa do Datafolha (37% de "bom ou ótimo"), e a citação de dois dos três donos da emissora — os empresários e irmãos Irineu Roberto Marinho e José Roberto Marinho — em delação do "doleiro dos doleiros" Dario Messer ao Ministério Público Federal, segundo a revista Veja.

Bolsonaro festeja o apoio de 37% dos brasileiros no momento em que a Globo se defende de denúncia feita por doleiro envolvido em esquema de corrupção
Bolsonaro festeja o apoio de 37% dos brasileiros no momento em que a Globo se defende de denúncia feita por doleiro envolvido em esquema de corrupção
Foto: Fotomontagem: Blog Sala de TV

Ambos os assuntos foram abordados no Jornal Nacional. A recuperação súbita da aprovação do presidente mereceu gráfico comparativo dos levantamentos anteriores, quando a imagem dele estava mal avaliada. A 'bomba' sobre o suposto fornecimento clandestino de dólares à família Marinho recebeu abordagem sucinta. William Bonner leu uma "nota seca", sem imagem ilustrativa.

"A respeito de notícias divulgadas sobre a delação de Dario Messer, esclarecemos que Roberto Irineu Marinho e João Roberto Marinho não têm e nunca tiveram contas não declaradas às autoridades brasileiras no exterior. Da mesma forma, nunca realizaram operações não declaradas às autoridades brasileiras", informou o âncora e editor-chefe.

Principal concorrente da Globo no Ibope e na linha editorial, a RecordTV dedicou 1 minuto e 35 segundos para o tema em seu principal telejornal noturno. "O doleiro Dario Messer, que é investigado pela Lava-Jato, disse em delação premiada que entregava pacotes de dinheiro para integrantes da família Marinho, dona da Rede Globo", introduziu Cristina Lemos,  apresentadora do Jornal da Record.

Ao vivo, a repórter Vivian Casanova informou detalhes das hipotéticas operações com moeda norte-americana, mas não incluiu uma informação destacada em outros veículos de comunicação: Dario Messer disse que entregava os dólares na sede da Globo, no Rio, porém nunca encontrou pessoalmente Roberto Irineu Marinho e João Roberto Marinho.

Independentemente da veracidade e dos detalhes desse relato, a simples citação dos Marinhos pelo doleiro incriminado gerou ciclópica publicidade negativa à emissora. Sites ligados a lulistas e bolsonaristas não disfarçaram a satisfação em noticiar o conjectural envolvimento dos homens mais poderosos da TV brasileira com o operador de um esquema bilionário de lavagem de dinheiro.

Como se sabe, a Globo desagrada tanto a poderosos e seguidores da direta quanto aos da esquerda. Vê-la sob suspeita de alguma irregularidade dá munição a seus críticos. O principal deles, o presidente Jair Bolsonaro, interrompeu a fase "paz e amor" para atacar o canal considerado "inimigo".

No Twitter, postou um cálculo do quanto os donos da emissora teriam recebido em esquema supostamente clandestino. "R$ 1,75 bilhão é o valor que pode ter sido repassado, em dinheiro vivo à família Marinho da Globo, segundo o doleiro Dario Messer", escreveu. No sábado, em outro tweet a respeito do assunto, fez uma provocação: "Aguardando para o Fantástico de amanhã".

O jogo virou: agora o atacado Bolsonaro está em alta e sua grande crítica Globo enfrenta um momento delicado, com risco à sua credibilidade. O Brasil parece uma novela, com os telespectadores sempre surpreendidos com as reviravoltas na trama e ansiosos para ver as cenas dos próximos capítulos.

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China festeja sucesso do Covid

 

Multidão lotou festa de música eletrônica em WuhanBerço da pandemia, Wuhan faz festa com aglomeração

Imagens de show de música eletrônica lotado revoltaram internautas

Apontado como local onde se iniciou a pandemia do novo coronavírus, a cidade chinesa de Wuhan promoveu uma festa de música eletrônica durante fim de semana. A atitude dos moradores da região gerou revolta nas redes sociais, principalmente no momento em que o mundo se aproxima de 800 mil mortes pela Covid-19.

Nas imagens divulgadas, os participantes da festa, que ocorreu no Maya Beach Park, dançavam ao ritmo de música alta e sem máscaras. A cidade encarou 76 dias de uma rigorosa quarentena entre os meses de janeiro e abril.

Rejeição ao Congresso e STF aumenta, aponta Datafolha Números apresentaram tendência inversa ao registrado sobre o presidente Jair Bolsonaro

 

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Paulo Moura - 17/08/2020 08h19 | atualizado em 17/08/2020 09h12

Fachada do Congresso Nacional Foto: Agência Senado/Geraldo Magela

As duras críticas ao Congresso Nacional e ao Supremo Tribunal Federal (STF) nas redes sociais parecem não se restringir apenas ao ambiente virtual, foi isso que apontou a pesquisa do Instituto Datafolha divulgada no fim da noite de domingo (16). De acordo com os dados levantados, tanto o Legislativo quanto o Judiciário federal sofreram quedas na aprovação e aumento na rejeição.

No levantamento feito entre os dias 11 e 12 de agosto, a aprovação dos deputados e senadores caiu de 18% para 17% de ótimo e bom em relação ao mês de maio. Já a reprovação subiu de 32% para 37%. Já aqueles que acham o trabalho dos legisladores regular oscilaram negativamente de 47% para 43%.

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Na análise feita sobre a atuação dos 11 ministros do STF, os números também oscilaram negativamente. Entre os que classificaram o Supremo como ótimo e bom, o número oscilou de 30% para 27%, o de regular, de 40% para 38%, e o de ruim/péssimo, de 26% para 29%, também na comparação de maio com agosto.

Ao todo, o Datafolha declarou que foram entrevistados 2.065 adultos, que possuem telefone celular, em todas as regiões e estados, entre os dias 11 e 12 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.​

Guerra dos mundos