
André Mendonça não atende Cármen Lúcia: O STF não pode colocar em risco a Segurança Nacional



Se o ex-presidente prosseguir com uma entonação mais radical e continuar resistindo a uma autocrítica, dificilmente conseguirá recuperar a confiança do brasileiro médio
Ajudado pela conjuntura internacional, quando o mundo vivia o superciclo das commodities, Lula fez um primeiro governo que, de fato, permitiu acreditar que seria possível uma aproximação do país aos patamares de desenvolvimento de nações do Primeiro Mundo.
Mas, aos poucos, a irresponsabilidade fiscal, o escândalo do mensalão e o butim da Petrobras, joia da coroa das estatais pilhada por piratas de diferentes partidos aliados, abateram os sonhos dos brasileiros.
Até hoje, passado o governo Michel Temer e perto de umano de Jair Bolsonaro no poder, quase todas as iniciativas que partem do Planalto em termos econômicos são para tentar consertar os estragos legados pela maior parte do tempo em que o Partido dos Trabalhadores governou o país. Inchaço da máquina pública, reajustes exorbitantes para salários já altos de setores privilegiados, apoio a ditaduras como a da Venezuela e até a insistente taxa de desocupação na casa dos dois dígitos são alguns dos feitos e heranças.
Se o ex-presidente permanecer convicto nos erros do passado, agarrado ao estilo caudilhesco e populista e fiel a pensamentos anacrônicos, não trará qualquer resquício de contribuição positiva para o país. Vale o mesmo para os velhos companheiros e seguidores apanhados na teia da corrupção. Lula pode até reacender os ânimos da militância, como no discurso que deve fazer hoje na abertura do Congresso Nacional do PT, mas, se prosseguir com uma entonação mais radical e arrogante em seus posicionamentos e continuar resistindo a uma autocrítica, dificilmente conseguirá recuperar a confiança do brasileiro médio e dos eleitores de centro. Estará condenado, desta vez, ao isolamento político.